Autor: Emílio Ortiz
Editora: Porto Editora
Género: Romance
Ano: 2017
Páginas: 264
Sobre o livro:
Uma divertida e emocionante história de amizade, amor e superação contada através do olhar de um cão muito especial.
Um cão-guia tem uma missão extraordinária: ser os olhos de quem não vê. A relação que se estabelece entre um cão-guia e o seu dono é baseada numa confiança e cumplicidade enormes. É desta profunda ligação que nos fala este livro.
Cross é um cão-guia muito divertido e brincalhão. Mario é um jovem invisual que está prestes a começar uma nova etapa da sua vida. Juntos, vivem mil e uma peripécias, aventuras, derrotas e triunfos e tornam-se absolutamente inseparáveis.
Através dos meus pequenos olhos é um relato emocionante que narra as peripécias de Cross no mundo dos humanos e nos traz uma perspetiva diferente sobre o seu e o nosso mundo.
Sobre o autor:
Emilio Ortiz tinha 15 anos quando lhe foi diagnosticada uma doença degenerativa que o deixou completamente cego aos 17.
Contudo, graças ao braille e às novas tecnologias, assim como a uma grande "dose de coragem e ânimo", Emilio Ortiz, hoje com 42 anos, conseguiu manter duas das suas grandes paixões: a leitura e a escrita.
O seu primeiro romance, "Através dos meus pequenos olhos", rapidamente se tornou líder de vendas na internet e um fenómeno nas redes sociais
"Queria escrever um livro que fosse uma crítica social. E quem melhor para o narrar que um cão, que tem um olhar sem preconceitos, inocente e livre?", explica o autor basco, que esteve em Portugal a promover a obra.
"É uma história inventada, mas muito realista. Mostra as lutas diárias de um cego num mundo que não está preparado para as pessoas cegas, ao mesmo tempo que critica o estilo de vida de hoje, onde cada vez tratamos pior os humanos e os animais, e perdemos a nossa capacidade instintiva", diz Emilio Ortiz, que se inspirou em Spock, o golden retriever que o guia há quase uma década.
"Temos uma união afetiva muito profunda. Estamos juntos 24 horas, somos amigos e irmãos. Ele sabe quando estou triste, eu percebo quando ele está nervoso. É uma simbiose total, quase telepática", revela.















