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Fevereiro de 2016 - Os Doze de Inglaterra
- Detalhes
- Categoria: O livro do mês
- Visitas: 584
Autor: Eduardo Teixeira Coelho
Editora: Gradiva
Género: Banda Desenhada
Ano: 2016
Páginas: 120
Sobre o livro:
Os doze de Inglaterra foi publicado entre 1950 e 1951 na revista O Mosquito e era uma adaptação, com texto de Raul Correia e desenho de Eduardo Teixeira Coelho, de uma novela de António de Campos Júnior, intitulada "Ala dos Namorados".
Mais de 50 anos depois - e uma década depois da morte de Eduardo Teixeira Coelho - a banda desenhada é publicada em álbum, com direção e nota introdutória de José Ruy, outro dos autores históricos da nona arte portuguesa.
"Estamos perante uma das melhores histórias de cavalaria contadas em quadradinhos", escreve José Ruy na introdução, explicando que para a edição em livro foram feitas reproduções a partir de provas impressas na época.
"No álbum agora editado pela Gradiva manteve-se a característica da cor de fundo adoptada pelo jornal, que se sobrepunha ao traço preto e que nas edições originais de cada prancha saía semanalmente com tons diferentes", afirma José Ruy.
Com esta edição, a Gradiva associa-se ainda aos 80 anos da revista O Mosquito, uma das populares publicações dedicadas à banda desenhada na primeira metade do século XX e cujo primeiro número saiu a 14 de janeiro de 1936. Eduardo Teixeira Coelho, que morreu em 2005, foi um dos autores de referência desta publicação.
"Os doze de Inglaterra" é um dos episódios narrados por António de Campos Júnior no romance "Ala dos Namorados", mas a história medieval já antes tinha sido contada na literatura portuguesa, nomeadamente em "Os Lusíadas", de Luís Vaz de Camões.
Esta é a história de doze cavaleiros portugueses, entre os quais D. Álvaro Gonçalves Coutinho, o "Magriço", que seguem para Inglaterra para enfrentar outros tantos cavaleiros ingleses e defender a honra de doze damas inglesas acusadas por estes de falta de virtude.
"Na transposição do romance para quadradinhos, Eduardo Teixeira Coelho aplicou todo o seu talento, estilo e rigor, dando expressão às descrições do romancista com o seu traço estilizado, acentuando o movimento e a força das situações dramáticas da narrativa de Campos Júnior", sublinhou José Ruy.
Com um estilo clássico e realista, Eduardo Teixeira Coelho é considerado uma das figuras maiores da banda desenhada portuguesa e um dos que melhor se apropriou de narrativas de pendor histórico.
Sobre o autor:
Nasceu em Angra do Heroísmo a 4 de Janeiro de 1919 e faleceu a 31 de Maio de 2005 em Florença (Itália), onde residia.
Assinou por vezes como ET Coelho, outras apenas como ETC. No estrangeiro, chegou a assinar com o pseudónimo Martin Sièvre.
Foi ilustrador, pintor e desenhista. Estreou-se a 16 de Abril de 1936. Depois, tornou-se um dos autores fixos da revista “O Mosquito”, que deixou de se publicar em 1953 e, no ano seguinte, agastado com as limitações do regime de Salazar, emigrou: Espanha, França, Inglaterra e novamente França, onde teve também uma brilhante carreira.
Nos inícios dos anos 70, radicou-se em Itália, mas criando apenas para a França.
Em 1973 recebeu o prémio “Yellow Kid” no Salão Internacional de Lucca e, em 1986, recebeu o troféu “Mosquito Especial”.
Em 1997, foi-lhe atribuído o “Grande Troféu” do Festival Internacional da Amadora.
Da sua enorme bibliografia, salientamos algumas obras ou séries estreadas em Portugal: “Os Guerreiros do Lago Verde”, “Os Náufragos do Barco Sem Nome”, a trilogia das “Mouras”, a série “Falcão Negro”, “Os Doze de Inglaterra “ (uma maravilhosa obra-prima!), alguns contos de Eça de Queiroz (“A Aia”, “Suave Milagre”, “A Torre de D. Ramires”, “O Defunto” e “O Tesouro”).















